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Editorial da Revista PNEWS - SET 2004 29

 

Paulo Fernando Moreira
• Presidente de 2002 a 2003
• Presidente de 2004 a 2005
O risco de novo apagão ameaça a economia brasileira
Estamos atravessando um período em que as grandes oportunidades econômicas tendem a se transformar em ameaças do mesmo peso e intensidade.

O crescimento das nossas exportações, decorrentes principalmente do agrobusiness, cada vez mais aproximando-nos de um colapso logístico; tanto no segmento de transporte terrestre, como nos portos.

A ABR vem acompanhando de perto esses acontecimentos. Em agosto participou, em Foz do Iguaçu, do “5º Congresso Nacional Intermodal dos Transportes de Carga”, promovido pela Associação Brasileira dos Transportadores de Carga (ABTC). Mais recentemente, entre 15 e 19 de setembro, a ABR participou também do “8 Congresso Paulista do Transporte Rodoviário de Cargas do Estado de São Paulo”, evento promovido pela pela Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo(Fetcesp).Em ambos os eventos, a ABR pôde apresentar sua colaboração com potencial ajuda na solução do corolário de problemas existentes no escoamento da produção das nossas economias:

- Nossas vias permanentes, tanto as rodoviárias , quanto as ferroviárias, encontram-se em lastimável estado de abandono inconseqüente.Assunto esse denunciado no Editorial da revista Pnews nº 43, com o título de “O Desperdício Inconseqüente”;

- Nossos portos, quase todos eles situados na Região Centro-Oeste, não têm capacidade de movimentação de carga, nem de receber navios compatíveis em volume e quantidade para escoar nossas safras;

- Ao primeiro sinal de aquecimento da economia, identifica-se a falta de produtos e equipamentos compatíveis com a demanda, no nosso caso, mais especificamente, a falta de pneus para os veículos de transporte(ver revista Pnews nº 44).

O segmento de reforma de pneus, como dito acima, passa pelo difícil e incômodo problema de conviver entre a oportunidade e a ameaça. Aparentemente, a falta de pneus novos é uma oportunidade para a reforma. Nossas estradas , no entanto, transformadas na maior estatal do Brasil, a “Buracobrás”, destrói os já limitados ditos pneus, sem que nós possamos, como alternativa, suprir essa demanda.

As entidades institucionais, voltadas para todos os segmentos de todos os modais de transporte, ressentem-se e manifestam-se de maneira mais eloqüente e drástica, sobre o descaso das nossas autoridades com o escoamento da produção no Brasil.

Nós,da ABR , fazemos coro com nossos parceiros de lutas, e sentimos nossos esforços escoarem-se por entre os dedos das mãos de quem nos sonega ações e penaliza com uma carga tributária nunca antes vista ou imaginada. Haja vista que como prestadores de serviço, encontramo-nos na peneira dos mais sacrificados.

Resta-nos aumentar nossa luta interna e corporativa de autodefesa. É esta nossa batalha intensificada diuturnamente e em todos os cantos do nosso Brasil.

 

Paulo Fernando Moreira
Presidente da ABR

 

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