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Editorial da Revista PNEWS - SET 2008 29

 

Henrique Teixeira Pena
• Presidente de 2008 a 2010
 
Valorizar a recapagem
Prezado Colega Reformador, estamos chegando a mais um final de ano, e parece que foi ontem a última passagem. Geralmente temos esta sensação por estarmos ficando mais velhos e com tantos afazeres que não percebemos a passagem do tempo.

Aproveito esta oportunidade para pedir sua liberdade e atenção para abordá-lo no mais amplo sentido da palavra “PREOCUPAÇÃO”. Por que não dizer, BUSCAR SOBREVIVÊNCIA de nosso segmento.
Não podemos e não devemos ficar inertes, à mercê da própria sorte e refém de nós mesmos. É PRECISO REAGIR E REFLETIR SOBRE NOSSO MODELO DE NEGÓCIO – RECAPAGEM DE PNEUS.

Nosso setor precisa se fazer respeitar e principalmente, neste cenário de indefinições globais, deixar o oportunismo comercial que só tem provocado autofagia em nosso segmento.

É a mais verdadeira afirmação quando dizemos que somos diretamente responsáveis pela economia e a lucratividade que geramos no CUSTO BRASIL. Recapar é sim reciclar! Estamos na moda.

Atingimos elevado grau de excelência ao realizarmos a reforma dos pneus sempre com os melhores produtos utilizados a nível mundial. Porém, em nosso País, cobramos o serviço perversamente, com o menor valor comercial proporcional ao pneu novo.

Curiosamente vale salientar que em função do processo de reforma ter cada vez mais qualidade superior, faz o pneu voltar cada vez menos para ser reformado. Esta conta é perversa e canibalesca. Necessitamos atualizar e ser pontuais em nossa real necessidade.

Estamos vivenciando enorme desequilíbrio financeiro mundial. O mundo está passando por uma crise econômica de proporções gigantescas e ninguém sabe ao certo onde poderá chegar os reflexos de tudo isso e qual tempo irá durar, bem como o quanto irá afetar a nossa economia e conseqüentemente os negócios de nosso segmento.
Continuamos discutindo os reajustes, as datas, a impossibilidade de repasse, transferindo a culpa somente aos fabricantes de matéria-prima. Necessitamos rever e reavaliar urgentemente nossas planilhas de custos e reaprendermos a buscar nossa lucratividade mudando profundamente nossa GESTÃO.

Ou seja, ficar como está é perpetuar o erro. Devemos ter convicção que a economia brasileira está integrada à economia do resto do mundo. Isto é fato.
Já estamos vivenciando uma escassez de crédito, e infelizmente poderá se agravar.

Investimentos ficam prejudicados e a tendência é de retração. Insumos e produtos indexados ao dólar não terão como se sustentar, se de um modo geral o consumidor tende a ficar em compasso de espera e acaba por consumir menos.
Então, esse conjunto de variações e tantos outros que não listamos aqui, com certeza já está provocando uma diminuição no fluxo de compra e venda e, conseqüentemente no ritmo de crescimento do País.

Esta é a sinalização atual para “RECESSÃO”, diagnóstico que o Governo vem trabalhando, tentando minimizar os efeitos.
Então prezado colega empresário, precisamos ter a ousadia de acompanhar o ritmo que o cenário nos impõe, ou seja:
• Valorizarmo-nos perante a cadeia produtiva a qual pertencemos.
• Valorizar o serviço ofertado, praticando um preço justo que traga rentabilidade sustentada, com retorno factível para os capitais investidos; respeitando nosso Cliente e a nós mesmos.
• Valorizar os estoques de matéria-prima, organismo vital para sustentabilidade da empresa.
• Buscar, praticar e disseminar atitudes éticas.

ENFIM VAMOS SOBREVIVER!
Precisamos ter perseverança que o tempo é sábio e a dedicação que nos manteve até hoje norteará dias melhores. Acredito que lembraremos deste cenário sem saudade, somente como aprendizado e amadurecimento pessoal e profissional.
Desejo a todos paz, saúde e harmonia familiar neste Natal e 2009 de boas oportunidades e reflexões.

São os mais sinceros votos desta diretoria.

 

Henrique Teixeira Pena
Presidente da ABR

 

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