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Setor de serviços tem primeira alta em cinco anos

Volume de serviços cresceu, mas setor de transportes teve queda


O volume de serviços prestados no Brasil cresceu 1% em 2019, interrompendo sequência de quatro anos sem crescimento, segundo dados divulgados no dia 13 de fevereiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, quatro das cinco atividades pesquisadas tiveram crescimento no ano passado, com taxas positivas em 55,4% dos 166 tipos de serviços investigados.

Em dezembro, porém, o volume de serviços no País caiu 0,4% perante o  mês anterior, a segunda queda consecutiva do setor, reforçando a leitura de perda de fôlego da atividade econômica na reta final do ano.

Foi o resultado mais fraco para um mês de dezembro desde 2015, quando o setor encolheu 0,7%, e a perda foi mais forte que o esperado pelo mercado. A expectativa dos analistas em pesquisa da Reuters era de recuo de 0,3%.

A receita nominal dos serviços prestados no País cresceu 4,5% em 2019 na comparação anual. Em dezembro, houve alta de 0,3% ante novembro.

No acumulado no ano, apenas 13 das 27 unidades da federação mostraram expansão na receita real de serviços. O principal impacto positivo ocorreu em São Paulo (3,3%), seguido por Amazonas (3,9%), Santa Catarina (1,2%) e Mato Grosso do Sul (3,2%). As maiores influência negativas vieram do Paraná (-2,3%) e Mato Grosso (-7,1%).

 

Atividades de comunicação e tecnologia puxam alta e transporte tem números ruins

O crescimento do setor em 2019 foi puxado principalmente pelo segmento de informação e comunicação, que acumulou alta de 3,3% no ano. Segundo o IBGE, o crescimento foi impulsionado, em grande parte, pelo aumento da receita das empresas que atuam nos segmentos de portais, provedores de conteúdo e serviços de informação na Internet e de tecnologia da informação.

Outro destaque do ano foram serviços de locação de automóveis, que passaram a ser mais demandados tanto pela mudança de comportamento do consumidor, que opta por não ter carro, quanto pelo aumento de motoristas de aplicativo, que alugam veículos para trabalhar.

Impulsionadas por locadoras, vendas de carros para empresas constituem  quase metade do total no ano. A única atividade que fechou 2019  no vermelho foi a de transportes, afetada principalmente pela queda da produção industrial, que influencia bastante a demanda por transporte rodoviário de cargas.

O mercado financeiro trabalha com uma estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2019 um pouco acima de 1%, após registrar avanço de 1,3%, tanto em 2017 como em 2018%. O governo projeta uma alta de 1,12% no PIB do ano passado.

Para 2020, os analistas das instituições financeiras projetam um desempenho melhor da economia, com crescimento de 2,30% do PIB, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central.

 

Fonte: G1.GLOBO.COM – 13/02/2020



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