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A importância do compliance para as organizações

Empresas criam seus Códigos de Conduta para liderar um novo momento no País e no ambiente corporativo


O Brasil e os brasileiros têm uma excelente oportunidade de mudança. Por mais que as notícias dos últimos anos sobre a Lava Jato, corrupção e tantas outras mazelas possam nos dar desesperança, a verdade é que, com todos esses escândalos vindo à tona, temos uma possibilidade real de reconstruir nossos valores e nossa ética, não somente na política, mas também, e principalmente, nas empresas.

 

O primeiro grande passo para mudança é que toda a sociedade faça um novo pacto social e refute qualquer tipo de ação que seja contra os preceitos éticos, tanto no ambiente corporativo quanto nas famílias ou na politica.

 

E esse movimento vem sendo impulsionado pelas empresas que estão, em ritmo acelerado, revendo seus códigos de ética, criando áreas e programas de compliance, enfim, trabalhando para atuarem da forma mais transparente possível.

 

É claro que as empresas, optando por seguirem o caminho da integridade e se comprometendo perante seus funcionários e a sociedade, podem exercer um papel central na mudança da cultura do País.

 

Se as empresas forem mais éticas, conseguiremos trabalhadores mais éticos, e que disseminarão esses valores nos seus círculos privados, de familiares, amigos, vizinhos e conhecidos. Desse modo, cria-se um círculo virtuoso, e a sociedade vai mudando pouco a pouco.

 

Uma das maiores empresas do setor de reformas, a Vipal Borrachas, por exemplo, já mantém uma robusta política de gestão, devidamente adequada aos conceitos de compliance. 

 

E, para formalizar essas práticas e torná-las comum a todos, a empresa acaba de lançar seu Código de Ética e Conduta. O documento consolida os principais valores e princípios presentes no DNA da Vipal, contemplando todos os públicos relacionados à empresa. O Código de Ética e Conduta oferece uma visão ampla da empresa e de sua gestão, dialogando com sociedade, clientes, fornecedores, parceiros, governo, órgãos e entidades representativas, além dos próprios colaboradores. Em suas 20 páginas, o documento expõe tópicos como: Valores, Objetivos, Sustentabilidade Econômica, Social e Ambiental, Relacionamento com os Colaboradores e com Partes Interessadas, Gestão da Conduta, entre outros.

 

“O Código de Ética e Conduta da Vipal tem a finalidade de guiar comportamentos e atitudes dos colaboradores e demais partes interessadas, independentemente de cargo ou função, para que todos possam ser orientados pelos valores básicos e diretrizes da empresa”, diz Delcides Portela, Gerente de Auditoria e Controles Internos da Vipal.

 

 

Outra importante empresa do setor, a Rubbernew,  também acredita na importância de programas que determinem de forma clara as regras da empresa. É o que revela Rafael Pizzamiglio, Coordenador de Qualidade da Rubbernew. “O Compliance veio para organizar e melhorar esse controle pela empresa, dando um rumo em todas as áreas, incluindo a gestão e a interação com o governo, transformando-a em uma das principais ferramentas de ajuda para a administração”.

 

Segundo ele, a preocupação com ética e transparência é algo intrínseco da empresa desde sua fundação. “Nossos diretores exigem que esse programa seja seguido e bem-sucedido, assim como eles também exigem que a empresa siga todas as leis vigentes no Brasil e nos países que exportamos nosso material”.

 

 

Além da revisão dos códigos de ética, as organizações vêm trabalhando também em criação de comitês, visando  tratar do tema na empresa, além de canais de denúncia. Tudo isso para que entremos em uma nova era de mais transparência com regras de governança mais rígidas e de acordo com a nova Lei Anticorrupção, editada em 2013.

 

 

A advogada Juliana Dias, especializada na condução de programas de compliance, acrescenta que, mais do que se adaptar às novas regras, as empresas e a sociedade estão buscando alternativas para construir um País mais ético. “Temos de entender que a corrupção é um problema mundial e não devemos ter a sensação de que é um problema somente nacional. Temos, sim, de saber que acontece, mas que não deve e não pode mais acontecer. Mas, para isso, a mudança deve partir também de cada um de nós. Afinal, por causa da corrupção, temos menos investimentos em saúde, educação e outras áreas fundamentais. Além disso, a corrupção torna, inclusive, os produtos mais caros”, finaliza.

 

 

 



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